E-commerce próprio X Marketplace: Em qual dos dois devo investir?

20 de MAIO, 2020 por Herdy susi

Os desdobramentos da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), como a necessidade de isolamento social e o fechamento das portas das lojas físicas, deixaram ainda mais nítido que estar no ambiente digital é essencial. Se antes o varejo on-line já era uma realidade, agora, mais do que isso, ele se tornou uma oportunidade frente às ameaças. Além de ser a melhor forma para se adaptar às novas demandas do mercado atual. A primeira conclusão que a crise, gerada pela pandemia, revelou aos lojistas foi a necessidade de se reinventar e de estar presente no universo on-line. 

O crescimento do comércio eletrônico, mesmo em tempos de Coronavírus, tem mostrado o seu potencial e que, de fato, é um investimento promissor para o varejo brasileiro. Segundo dados da ABComm – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico -, a primeira quinzena do mês de março registrou um aumento de cerca de 35% nas compras on-line se comparado ao mesmo período em 2019.

De meados de março até o final do mês, os segmentos que mais se destacaram nas vendas on-line foram brinquedos (aumento de 434,7%), supermercados (aumento de 270,16%), artigos esportivos (aumento de 211,95%), farmácias (aumento de 41,56%) e eletrodomésticos (aumento de 4,47%). Já no início de abril, outros segmentos despontaram na frente, como eletrônicos (aumento de 66,1%), bebidas (aumento de 54,27%), móveis (aumento de 47,59%) e moda (aumento de 41,4%). Estes dados, também divulgados pela ABComm, revelam que não são só os e-commerces que comercializam recursos essenciais que estão apresentando crescimento nas vendas. 

Toda a experiência gerada pela pandemia é nova, tanto para os lojistas quanto para os consumidores. Então, conseguir avaliar e identificar o comportamento de compra das pessoas e ter a possibilidade de mensurar os dados com precisão através de métricas é excelente. Esta é uma das particularidades vantajosas que o comércio eletrônico também proporciona aos lojistas. 

Mas, então, surge uma nova questão: devo investir num e-commerce próprio ou num marketplace? Para encontrar a melhor solução, primeiro, é preciso saber as vantagens e desvantagens de cada formato, para, depois, entender qual atenderá melhor o seu negócio no momento. Após a leitura deste artigo, tenho certeza de que você conseguirá identificar a melhor saída para a sua empresa.

E-commerce Próprio ou Marketplace: Em qual devo investir?

Qual a diferença entre E-commerce e Marketplace?

Antes de explanarmos os prós e contras de cada um dos formatos, é necessário que você entenda as diferenças entre e-commerce e marketplace. O e-commerce, ou comércio eletrônico, pode ser compreendido como transações comerciais no meio on-line. Existe uma interpretação equivocada que diz que e-commerce e loja virtual são sinônimos. Na verdade, o e-commerce vai muito além da loja virtual, que é o site ou o portal de vendas, ele engloba todos os fatores do comércio virtual.

Já o marketplace é um tipo de e-commerce. Ele funciona como uma espécie de “shopping center virtual”, onde uma única plataforma permite que várias empresas comercializem seus produtos. É importante evidenciar que fica à cargo do próprio marketplace intermediar a venda e o pagamento, além disso, ele também se responsabiliza parcialmente pela qualidade do que está sendo vendido e pela garantia de entrega. Sites como Dafiti, Submarino, Mercado Livre e Amazon são grandes exemplos de marketplaces que atuam no mercado do comércio eletrônico brasileiro.

Prós e contras de um e-commerce próprio

A seguir, listamos as vantagens e desvantagens de investir num e-commerce próprio:

Prós

  • Possibilidade de personalizar a sua loja virtual de acordo com a identidade visual e posicionamento da sua marca;
  • Permite acompanhar e quantificar os resultados do e-commerce, por meio de algumas métricas existentes, como ROI (Retorno sobre o Investimento) e taxa de conversão;
  • Todo o lucro é voltado para a sua loja;
  • Propicia trabalhar o próprio branding, desenvolvendo o posicionamento da marca através do marketing digital;
  • Possibilita identificar facilmente o comportamento dos consumidores que mais visitam a loja para traçar uma comunicação ainda mais assertiva;
  • E aumenta as chances da fidelização dos clientes.

Contras

  • O investimento da implantação da loja virtual e os custos da plataforma ficam completamente sob a responsabilidade do próprio lojista;
  • Necessidade de investir em ações de marketing digital e SEO para melhorar a visibilidade e a indexação da loja no Google;
  • E todos os cuidados referentes à logística, forma de pagamento e segurança ficam exclusivamente nas mãos do lojista.

E em relação ao marketplace?

Abaixo, você poderá conferir os prós e contras de vender os seus produtos num marketplace:

Prós

  • Zero investimento com a implantação da loja e com a plataforma;
  • Grande visibilidade e credibilidade do marketplace, trazendo, consequentemente, evidência e confiança aos usuários em relação à sua marca;
  • Investimento menor em ações de marketing digital e publicidade, afinal, o próprio marketplace já executa;
  • E propicia que novos consumidores conheçam a sua marca e adquiram os seus produtos.

Contras

  • Possibilidade reduzida de trabalhar o próprio branding;
  • Necessidade de disputar com promoções e valores dos produtos iguais ou equivalentes ao seus que são comercializados por outras empresas no marketplace;
  • Dependência em relação às comissões e aumento de taxas, que acabam diminuindo a margem de lucros;
  • E menor possibilidade de gerar recompra e de fidelizar clientes, uma vez que a visibilidade e o posicionamento que ficam registrados na mente dos consumidores estão ligados ao próprio marketplace.

E agora, o que devo escolher?

Saber se você deve investir num e-commerce próprio ou se o ideal é comercializar os seus produtos num marketplace, depende, principalmente, do valor que você está disposto e pode reservar para este investimento. Você não precisa, necessariamente, ver as duas possibilidades como recursos isolados, e sim, como complementares. Se tiver a possibilidade de implantar a sua loja virtual e, ao mesmo tempo, também se beneficiar com as vantagens de vender num marketplace, excelente. Inclusive existem algumas plataformas de e-commerce, como a VTEX, que realizam integração com marketplaces de maneira eficaz.

A escolha deve ser pautada de acordo com as estratégias traçadas pela sua empresa e com as suas particularidades. Se você quer saber mais sobre o assunto e tentar encontrar a melhor solução para o seu negócio, entre em contato com o time M3. Somos especialistas em performance digital de e-commerces e, juntos, podemos implantar a sua loja virtual e levá-la a um próximo nível. Vamos juntos!

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